Estados do Sudeste e Sul lideram o Índice de Oportunidades da Educação Brasileira 2017

04 de Dezembro de 2017 | Notícias

No topo do ranking desta segunda edição, o estado de São Paulo manteve a primeira posição, com nota 5,3 (de zero a 10), seguido de Minas Gerais, com 5,1, que também se manteve na mesma colocação da edição passada (2015). O Paraná, que ocupava a quarta posição no último ranking, subiu uma posição e ficou com em 3º lugar, conquistando nota 5. O Distrito Federal apresentou melhora e aparece em 4º lugar (também com nota 5), frente à última edição, quando estava em 6º. Já o Estado de Santa Catarina, que ocupava a terceira posição no ranking de 2015, neste ano recuou e figura em 5º lugar, com nota 5. Ceará (6º), Goiás (7º), Mato Grosso (8º), Espírito Santo (9º) e Rio Grande do Sul (10º) completam a lista dos 10 melhores Estados no Índice, com notas 4,9, 4,8, 4,7, 4,7 e 4,6, respectivamente. Entre os últimos colocados estão os estados da Bahia (25º), Amapá (24º) e Roraima (23º). Já nas duas últimas colocações houve troca de posições em relação à edição anterior, com Maranhão subindo da 27ª para a 26ª colocação e o Pará caindo da 26ª para a 27ª posição.

Na ocasião também foi apresentado um estudo baseado em 27 entrevistas realizadas com Secretários de Educação de municípios que estão entre os 100 melhores IOEBs do país, que tem como objetivo de relatar práticas utilizadas nos municípios em diversas áreas, como gestão de recursos financeiros e pessoas, colaboração entre gestores, relação com a sociedade, que têm tido sucesso em oferecer oportunidades educacionais, servindo de inspirações para outros gestores educacionais na abordagem das questões que enfrentam em seus territórios.

Apesar de grande parte dos Estados do Nordeste não figurarem boas posições no ranking das Unidades Federativas, o Ceará concentra sete das 184 cidades do Estado entre os 10 primeiros lugares no ranking dos municípios do IOEB, sendo que Sobral, que recebeu nota 6,2 se classificou pela segunda vez em primeiro lugar, seguido por Frecheirinha (2º), com nota 6, Nova Olinda (3º), com 5,9, e Brejo Santo (4º), também com 5,9. Ainda no Estado, estão Coreaú (em 8º lugar), Reriutaba (9º) e Novo Oriente (10º), todos com nota 5,7. No Rio Grande do Sul está o município de Picada Café (na 4ª posição, com nota 5,9), enquanto que em São Paulo estão os municípios de Dumont (6ª com 5,8) e Ibirá (7ª com 5,7). O crescimento dos Estados foi possível com a constatação de melhorias nos itens que compõem o Índice, com iniciativas de gestores municipais e educadores na implantação de políticas públicas voltadas para a educação de crianças e adolescentes.

Na elaboração do IOEB são levados em conta indicadores de resultados e de insumos, como qualidade dos professores, experiência dos diretores, tempo de jornada na escola das crianças e taxa de atendimento na educação infantil.

 

Sucesso na educação

Levando em conta as premissas apontadas, o município de Sobral (CE) se tornou referência de políticas educacionais bem-sucedidas e um dos prováveis determinantes desse sucesso educacional se deve ao fato de que há 20 anos, o munícipio de pouco mais de 200 mil habitantes implementou um conjunto de políticas públicas para correção de fluxo e de defasagem de alfabetização na idade certa. Outros exemplos são a realização da avaliação externa com premiação para profissionais e para própria escola vinculados ao atingimento de metas; aplicação do controle de frequência dos alunos por diário de classe, de modo que um profissional em cada escola faz o acompanhamento dessa questão e, mediante à primeira falta de um aluno, os responsáveis são contatados; trabalho em gestão de pessoas, em especial a seleção dos diretores e a criação da escola de formação de professores.

Outra referência pode ser encontrada no município de Ibirá (SP), que se utiliza de algumas estratégias, como a progressão continuada para diminuir a distorção idade-série e, consequentemente, a evasão escolar. Para garantir que a aprendizagem esteja sempre evoluindo no município, os alunos com dificuldades de aprendizagem são atendidos pela recuperação e reforço paralelo oferecidos no contraturno escolar. Para que as escolas do município apresentem resultados positivos na aprendizagem, a Secretaria de Educação de Ibirá implementou um sistema de avaliação que possibilita trabalhar de forma preventiva ao identificar os alunos que estão com dificuldades de aprendizagem antes mesmo que estes apresentem desempenho ruim em simulados e provas, por exemplo. Também são oferecidos atendimentos complementares a alunos com necessidades especiais, além de um acompanhamento da frequência dos alunos nas escolas e análise de cada caso e gestão de pessoas, com a contratação de pessoas devidamente qualificadas para cargos de diretores e professores.

O Estudo, calculado desde 2015, identifica quanto cada cidade ou estado contribui para o sucesso e o desenvolvimento educacional dos moradores da localidade e se constitui numa ferramenta para incentivar e cobrar dos governantes e gestores públicos a trabalhar em conjunto pela melhoria da qualidade da educação dos municípios e estados.

 

Cerimônia do IOEB

O evento do anúncio contou com a apresentação do IOEB, com Reynaldo Fernandes, e do Estudo, com a Fabiana de Felício, além da participação de Secretários de Municípios e personagens do setor de educação em um painel sobre o tema. A programação incluiu também o lançamento do estudo Desafios Compartilhados da Educação Brasileira da Websérie Federalismo e Educação

 

Confira o Ranking dos Estados:

POSIÇÃO

CIDADE

NOTA

1

São Paulo

5,3

2

Minas Gerais

5,1

3

Paraná

5

4

Distrito Federal

5

5

Santa Catarina

5

6

Ceará

4,9

7

Goiás

4,8

8

Mato Grosso

4,7

9

Espírito Santo

4,7

10

Rio Grande do Sul

4,6

11

Rio de Janeiro

4,6

12

Acre

4,6

13

Mato Grosso do Sul

4,6

14

Rondônia

4,5

15

Pernambuco

4,4

16

Amazonas

4,3

17

Paraíba

4,3

18

Tocantins

4,3

19

Piauí

4,2

20

Sergipe

4,2

21

Alagoas

4,2

22

Rio Grande do Norte

4,1

23

Roraima

4,1

24

Amapá

4

25

Bahia

3,9

26

Maranhã

3,8

27

Pará

3,8